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As Quatro Nobres Verdades

As quatro nobres verdades são os temas mais abordados no Budismo, e também os que se dão, muitas vezes, maior importância.
As Quatro Nobres Verdades são as revelações originais do Buda. Digo originais, pois não passaram por nenhuma filosofia, doutrina ou religião antes do Buda, como existem diversos conceitos do Budismo como o Karma, o Dharma, o Nirvana e etc que entraram no Budismo através do Hinduismo, pois Buda foi um praticante do Hinduismo.
No entanto o motivo das Quatro Nobres Verdades serem os temas mais abordados no Budismo está longe de ser porque é uma revelação original do Buda, mas sim porque fala do caminho do praticante, da questão do sofrimento que afligem as pessoas, de como se livrar da dor e apontar um caminho para a iluminação, que é o caminho para realização, felicidade, plenitude, paz, compaixão e etc.

A Primeira Nobre Verdade
A Primeira Nobre Verdade diz que o egoísmo e os desejos egoístas levam ao sofrimento.
O egoísmo é fruto da Cobiça, do Orgulho e do Erro, que levam as pessoas a agirem de forma a conquistarem o que desejam, pensando somente em si mesmas e não no outro.
Quanto menos desenvolvida espiritualmente uma pessoa é, mais egoísta ela é. Muitas vezes isto está tão arraigado dentro da personalidade dela que ela passa em cima do outro como um trator para atingir seus objetivos. Machucando e maltratando o outro.
O orgulho, a cobiça e o erro são os três Fogos do Budismo.

A Segunda Nobre Verdade
A Segunda Nobre Verdade diz que as pessoas buscam a completude, mas os desejos, a cobiça, o orgulho e o erro não completam as pessoas. Preenchem falsamente as pessoas e servem como uma forma de distração para que as pessoas não vejam o seu vazio interior, as suas dificuldades emocionais, mentais e físicas.
Por isso a Segunda Nobre Verdade fala da existência da dor: as pessoas buscam algo que as satisfaçam, mas não se satisfazem, só se ludibriam.
Você pode fazer uma experiência quando estiver satisfazendo um desejo egoísta, ver como você não se sente completo com aquilo.
A Segunda Nobre Verdade também diz que o tempo de duração de aproveitamento de um desejo egoísta é muito curto. Às vezes uma criança passa meses querendo uma boneca, daí ela ganha a boneca e brinca uns três dias, depois enjoa; ou uma pessoa quer ter um carro melhor, e luta meses para ter um carro melhor e quando consegue, sendo que em duas semanas ele acha o carro melhor já não basta e busca um melhor ainda.
Algumas pessoas levam suas vidas inteirinhas buscando apenas a satisfação de desejos egoístas e estas pessoas estão neste caminho fadadas a viver insatisfeitas, com a dor de buscar algo que não vão conseguir.

A Terceira Nobre Verdade
A Terceira Nobre Verdade fala que os desejos egoístas levam a pessoa a buscar o mundo externo e isso traz dor e vazio, então ela deve buscar o que está no seu interior.
A pessoa vivendo no mundo dos desejos está ludibriada e não sabe o que está fazendo. Ela está apenas buscando seus desejos egoístas sem olhar para dentro.
Exatamente tudo existe dentro das pessoas; todo o universo e tudo o que existe e isso é plenitude, então somente olhando para dentro a pessoa pode achar a plenitude.
Como a pessoa pode olhar para dentro?
Olhar para dentro de si mesmo é o auto-conhecimento. A pessoa não sabe sobre si mesma seus defeitos, qualidades e os defeitos e qualidades dos outros.
Os Defeitos das pessoas são os Orgulhos, as Cobiças e os Erros.
Quando a pessoa enxerga seu defeito ela pode se transformar em algo melhor que ela queira. Toda vez que a pessoa enxerga um defeito e se corrige transforma a sua personalidade em algo melhor. Consequentemente está se afastando do que trás dor e vazio e juntamente com isso se aproximando da plenitude.
Quando já se olha, ela já se sente melhor consigo mesma.
Aqui deixamos claro que não aconselhamos que a pessoa deixe de desejar tudo em sua vida, mas sim que ela conheça a si mesma. Não adianta deixar de desejar e não conhecer a si mesma, o que importa é conhecer a si mesma.

Quarta Nobre Verdade
A Quarta Nobre Verdade é o caminho proposto por Buda de auto-conhecimento que leva ao Nirvana, ou seja, quando a pessoa elimina o orgulho, a cobiça e os erros e pode viver em plenitude, sem jamais sentir vazio interior e também atingindo a paz, realização, felicidade e etc.
O caminho proposto por Buda é o Caminho Óctuplo.
O Caminho Óctuplo é o discurso, ação, modo de vida, esforço, cautela, concentração, pensamento e compreensão, baseados na realidade distante do mundo ilusório ludibriante pelos desejos e que leva ao conhecimento de nós mesmos.
1 – O Pensamento Correto: É buscar conhecer a si mesmo e gostar disso; é buscar os defeitos que não conhece sobre si mesmo, as qualidades, ter Fé no caminho de iluminação que está percorrendo e em si mesmo. Com isso cultivar e desenvolver o amor e o bem querer com os demais.
2 – A Ação Correta:
a) É perante a visão de seus próprios defeitos, transformá-los, e perante as qualidades, se auto-valorizar, que também é uma forma de transformação.
b) É perdoar, pois o ódio, a raiva, a mágoa e o ressentimento são erros.
c) É ser verdadeiro, principalmente consigo mesmo.
d) É encontrar soluções para ter paz interior e para isto precisa olhar para dentro de si mesmo e ver o qual é a perturbação.
3 – A Concentração Correta: É dirigir seu olhar (sem stress) no sentido de conhecer a si mesmo e fazer práticas de iluminação como mantras, orações, meditações, mandalas ou o que desejar e mais gostar. Pois estas práticas são bem eficazes quando feitas com o coração.
4 – O Modo de Vida Correto: É levar sua vida na direção da iluminação, mas do jeito que se quer com o trabalho que deseja, mulher, filhos, casa, carro e etc. Sem necessariamente precisar virar um monge. Mas tudo tem que vir do coração.
5 – O Esforço Correto: É saber que precisa se fazer para ter resultados, é as vezes insistir e sempre se superar.
6 – A Cautela Correta: Não deixar que a ilusão tire o caminho da iluminação; é não se deixar levar apenas pelos desejos mundanos, pelo orgulho e pelo erro e deixar de conhecer a si mesmo.
Também cautela para não deixar de passar as oportunidades de conhecer a si mesmo, perdoar e ter fé, que a vida nos apresenta.
7 – O Discurso Correto: É não jogar frustração, raiva e maldade em cima dos outros, pois isso além de machucar o outro, é deixar de enxergar e ver algo que está incomodando, e ao invéz de enxergar joga em cima do outro.
É valorizar o outro pelo que ele realmente é é respeitar o outro, dar conselhos que condizem com a realidade interior do outro e usar os seus “instrumentos” para ajudar o próximo.
8 – A Compreensão Correta: A compreensão correta é a sabedoria, fruto do auto-conhecimento e que serve para a pessoa ter uma vida interna melhor.
Por exemplo: a pessoa não tem muitos amigos. Então ela se auto-conhecendo, vendo qual erro está cometendo ou o que está acontecendo para poder transformar e viver mais feliz. Tudo nesta vida ocorre por um motivo e quando sabemos olhar, achamos o motivo pelo qual a situação ocorre.
A sabedoria também é usar a luz interior sempre, principalmente em momentos importantes e de poder ajudar alguém. Isso se adquire com a prática e confiança na luz.
Ricardo Chioro

Autor do artigo: Ricardo Chioro

Contribuíção: Ricardo Chioro


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Quem não sabe suportar contrariedades nunca terá acesso às coisas grandiosas.
Autor:   Provérbio Chinês
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